Comparar planos de saúde só pela mensalidade é comparar coisas diferentes. Quatro pontos explicam quase toda a diferença de preço — e definem como vai ser a sua experiência quando precisar usar.

Rede credenciada

É a lista de hospitais, laboratórios, clínicas e médicos que atendem pelo plano. Comece pelo que você já usa:

  • Os hospitais em que você confia estão na rede? Para pronto-socorro, internação e maternidade? Um hospital pode atender o plano em um serviço e não em outro.
  • O laboratório perto de casa ou do trabalho está incluído?
  • Os médicos que acompanham a sua família atendem por esse plano?

Veja também a abrangência — municipal, regional ou nacional — e o tipo de acomodação, enfermaria ou apartamento. Confirme sempre a rede do plano específico, não a da operadora em geral: produtos diferentes da mesma operadora têm redes diferentes.

Carência

É o prazo entre a contratação e o momento em que você pode usar cada tipo de atendimento. A legislação define limites máximos: 24 horas para urgência e emergência, até 180 dias para consultas, exames, internações e cirurgias, e até 300 dias para parto a termo. Para doenças ou lesões que a pessoa já tinha ao contratar, pode haver uma cobertura parcial temporária de até 24 meses para procedimentos ligados a elas.

As operadoras podem praticar prazos menores do que esses, e é comum haver redução para quem vem de outro plano ou entra em um contrato empresarial. Pergunte quais carências valem para você e peça por escrito.

Coparticipação

No plano com coparticipação, a mensalidade é menor e você paga uma parte cada vez que usa: um valor por consulta, por exame, por atendimento no pronto-socorro.

Costuma compensar para quem usa pouco. Para quem faz acompanhamento frequente, a conta pode inverter. Antes de escolher, veja:

  • Quanto se paga por consulta, exame e pronto-socorro?
  • Há cobrança em internação?
  • Existe um limite mensal ou por procedimento?

Faça a simulação com o seu uso de um ano normal, não com o de um ano ideal.

Reajuste

O plano tem dois reajustes ao longo do tempo:

  • Anual: nos planos individuais e familiares, segue o teto da ANS. Nos coletivos, é definido em contrato e negociado.
  • Por faixa etária: acontece quando a pessoa muda de faixa, conforme a tabela do contrato. A última faixa começa aos 59 anos.

Peça a tabela de preços por faixa etária e pergunte como foram os últimos reajustes daquele tipo de contrato. O plano mais barato hoje pode não ser o mais barato daqui a cinco anos.

Um roteiro rápido

  • A rede atende onde eu moro e trabalho?
  • Quais carências eu vou cumprir?
  • Com o meu uso, a coparticipação compensa?
  • Como esse contrato é reajustado?

Rede, carências, valores e regras variam conforme a operadora e o plano. Se quiser, eu monto essa comparação para você, com os planos lado a lado: peça uma cotação de plano de saúde.