Seguro de vida em grupo e plano de saúde são os dois benefícios de proteção mais comuns nas empresas. Têm custos e complexidades bem diferentes, e a ordem em que você implanta um e outro faz diferença no caixa.
Vida em grupo
É uma apólice única, contratada pela empresa, que cobre os funcionários e, se a empresa quiser, os sócios. As coberturas mais comuns são morte, invalidez permanente por acidente e assistência funeral. Alguns produtos incluem cobertura para cônjuge e filhos.
O capital pode ser igual para todos ou proporcional ao salário. O custo por pessoa costuma ser baixo, e a contratação é simples: em grupos pequenos, normalmente bastam os dados básicos de cada pessoa.
Dois pontos de atenção:
- Convenção coletiva. Em algumas categorias, o seguro de vida é obrigatório, com coberturas e valores mínimos definidos. Confira a do seu setor: a apólice precisa cumprir exatamente o que ela exige.
- Lista de segurados atualizada. Quem foi admitido e não foi incluído não está coberto. Defina quem cuida das inclusões e exclusões todos os meses.
Plano de saúde empresarial
É o benefício mais valorizado e o de maior custo. As decisões que você toma no início definem o quanto ele vai pesar nos próximos anos:
- Quem entra. Só funcionários, ou também sócios e dependentes? Há regras de elegibilidade e de adesão mínima.
- Quem paga. A empresa pode custear tudo ou dividir a mensalidade com o funcionário. Essa escolha tem consequências, inclusive sobre o direito de permanência no plano depois do desligamento — vale alinhar com a contabilidade.
- Coparticipação. Reduz a mensalidade e incentiva o uso consciente, mas precisa ser bem comunicada à equipe.
- Rede e abrangência. Onde as pessoas moram e trabalham? Um plano regional pode atender muito bem uma equipe concentrada em Curitiba e região.
- Reajuste. Não segue o teto dos planos individuais. Em contratos pequenos, a operadora aplica um reajuste único para o conjunto desses contratos; em contratos maiores, o uso do próprio grupo pesa mais.
Conforme o número de vidas, pode haver redução ou isenção de carências. Pequenas empresas e MEIs também podem contratar, com exigências próprias de cada operadora.
Por qual começar
Para a maioria das pequenas empresas, a ordem que funciona é:
- Primeiro, vida em grupo. Custo baixo, implantação rápida e, em muitos casos, uma obrigação a cumprir.
- Depois, saúde. Com um orçamento definido por pessoa e uma política clara de quem entra e de quem paga o quê.
Prefira um benefício que a empresa consiga manter. Oferecer um plano e ter de cancelar um ano depois custa mais, em confiança, do que não ter oferecido.
O que ter em mãos para cotar
- Quantidade de pessoas e idades (para saúde, também dos dependentes).
- Cidade onde a equipe mora e trabalha.
- Convenção coletiva da categoria, se houver.
- Orçamento mensal disponível.
Nesta etapa não é preciso — e eu não peço — nenhuma informação de saúde das pessoas.
Coberturas, valores, carências e regras de aceitação variam conforme a seguradora, a operadora e o produto. Para comparar as opções para a sua equipe, peça uma cotação para a sua empresa.